Love me tenderLove me sweet,
Never let me go.
You have made my life complete,
And i love you so.

Love me tender
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

Love me tender
Love me long,
Take me to your heart.
For it's there that i belong,
And we'll never part.

Love me tender
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

Love me tender
Love me dear,
Tell me you are mine.
I'll be yours through all the years,
Till the end of time.
Uuhhhhh, uhhu…uhu, uuhu! Lah, lah…lahh, lah lah lah lahhhwww!Oh Elvis!
“ - Let’s go dance, baby.
I’m ready”
E o rock’n roll entra em cena feito orgasmo de 100 mulheres e um porco. Nicolas Cage e Laura Dern dançando em psicodélia sexual, pele de cobra e seios modelados por couro frenético. Cabelos louros desgrenhados, malboro preso na boca e esmalte vermelho ao volante de um conversível em fúria pelas estradas do Texas.
Yeah, um road-movie do caralho!
Lynch deixa claro que ser o símbolo da bizarrice exige eloqüência e confiança, ao contrário de uma simples arte de criar a estranheza por si só, incompreensível e fútil como dizem alguns anti-lynchianos. Tudo acontece quase como uma modernização de O mágico de Oz, isso é o que dizem por aí (não lembro dessa história apesar de ter certeza de que fez parte da minha infância). Basicamente, trata-se de dois jovens dispostos a fazer de tudo para viver a paixão alucinada que sentem um pelo outro, mesmo que para isso seja necessário fugir da sogrona diabólica. Lynch desde Eraserhead mostrou um lado perverso para lidar com personificações de sogras, prefiro não me lembrar daquilo que vi. Em Coração Selvagem, a energia musical da vida loca é personagem constante e molda todas as ações dos personagens atípicos e alucinantes. Os assassinos contratados pela mãe da mocinha são os toques mais bizarros e violentos da trama, apesar de assumirem um cômico trash no contexto.
Esse contexto de sexo, nudez, erotismo, rock'n roll e diálogos despretensiosos marcadamente joviais é a tragada que Lynch nos obriga dar. A Fotografia é notória e estimulante até para leigos. Nicolas Cage, Laura Dern, Willem Dafoe, John Nance, Crispin Glover, Diane Ladd, Isabella Rossellini no elenco. Agradou a Cannes e recebeu a Palma de Ouro. Coração Selvagem é uma viagem bem “Elvis não morreu”!

