11.11.07

Mr. Mestre - Pedro Almodóvar

O post do Almodóvar era para acontecer no início de Dezembro, mas estarei ocupado com PAIES, vestibulares e cia...por isso está aqui o último Mr. Mestre do ano, o vencedor da repescagem.
Ano que vem o Mr. Mestre será diferente. O alvo será o passado que o cinema jamais esqueceu, o passado dos gigantes. Os cineastas que serão homenageados são os velhos e bons italianos, franceses e cia. Nomes como Fellini, Bergman, Truffaut, Antonioni, Visconti, Lucio Fulci, Hitchcock, Win Wenders, Tod Browning e etc.
Aceito sugestões!
Mas agora, apresento o cinema de Pedro Almodóvar!
(PS: Ficará confuso ler minhas críticas ao filme do cineasta, sem ler o que acho dele na parte "Perfil"...aconselho que leiam).

História: Pedro Almodóvar Caballero (
Calzada de Calatrava, 24 de Setembro de 1951) é um cineasta, ator e argumentista espanhol.
Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois nem ele nem sua família tinham dinheiro para pagar seus estudos. Antes de dirigir filmes foi funcionário da companhia telefônica estatal, fez banda desenhada, ator de teatro avant-garde e cantor de uma banda de rock, da qual participava travestido.
Pedro Almodóvar iniciou sua atividade artística na área do teatro e do movimento vanguardista, em contato com as correntes artísticas alternativas do momento, nas quais ingressou por afinidade e com uma visão cinematográfica pouco usual. Transformado em estandarte da Movida Madrileña (movimento de renovação cultural lançado em Madri após a morte do ditador Francisco Franco), de 1974 a 1978 realizou filmes em Super 8, seu primeiro longa-metragem. Fazia a sonoplastia no momento da projeção. Sua carreira começou realmente com Pepi, Luci, Bom (1979-1980), ponto de partida definitivo do estilo Almodóvar, tanto na forma como no conteúdo. Nesse filme já aparecem todos os elementos característicos dos trabalhos seguintes (Labirinto de Paixões, 1982; Maus Hábitos, 1983; Que Eu Fiz para Merecer Isto?, 1984; Matador, 1986; A Lei do Desejo, 1986), que já estavam persentes em alguns de seus curtas-metragens: os irmãos, a mulher, as donas-de-casa, as relações conjugais turbulentas, os anúncios, a música, as fotos, as janelas, a paisagem urbana (Madri), os ambientes kitsch, a amizade entre mulheres, a homossexualidade, a transexualidade, a depravação, o absurdo ao estilo de Luis Buñuel. Em Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), rompeu um pouco com seu cinema anterior, mas de um modo coerente: abandonou o frívolo e o miserável e passou para o sofisticado e elegante, sem deixar de ser ele próprio, como continuou a demonstrar em filmes como Ata-me (1989), De Salto Alto (1991), Kika (1993), A Flor do Meu Segredo (1995) ou Carne Trêmula (1997). Almodóvar transformou-se no mais popular cineasta espanhol e com maior projeção internacional, ainda mais depois de Tudo sobre Minha Mãe (1999), que lhe deu o Oscar de melhor filme estrangeiro.
(Fonte: Wikipédia, Uol Klick Educação)

Perfil: Um cineasta feminino. Almodóvar deixa claro em suas primeiras produções a marca do feminino e mantêm ainda hoje esse padrão, com algumas raras exceções. O cineasta espanhol extravasa cores berrantes, especialmente o vermelho. Um detalhe insignificante de ser discutido, mas em Carne Trêmula chega ser incomodo ver uma de suas personagens femininas com a mesma roupa totalmente vermelha quase o filme todo. Além deste ponto peculiar, Almodóvar ainda se destaca pela sua facilidade de expor situações estranhas e bem elaboradas com naturalismo de documentário, as histórias (principalmente, nas primeiras produções) parecem absurdas ou lotadas demais para um único filme, mas o cineasta cria com maestria uma realidade que convence a quem assiste. Não há deslizes de roteiro, ele faz o que sabe com leveza e transmite satisfação ao fim de suas produções.
A mulher, as cores e mais um estoque imenso acompanha as produções de Almodóvar como (já citado acima): os irmãos, as donas-de-casa, as relações conjugais turbulentas, os anúncios, a música (dramática, profunda...destacando a sua preferência pelo Caetano Veloso), as fotos, as janelas, o cinema dentro das histórias, a paisagem urbana (Madri), os ambientes kitsch, a amizade entre mulheres, a homossexualidade, a transexualidade, a depravação, o absurdo ao estilo de Luis Buñuel. Li em alguns sites que citam movimentos de câmera extravagantes, mas não acho que seja ideal citar isso pois não senti a presença de tais movimentos nos filmes que assisti, somente em algumas exceções como em Carne Trêmula e Fale com ela. Considero os movimentos de Almodóvar até certo ponto simples, mas gosto da posição que ele estabelece quando apresenta mais de um personagem em cena.
Pedro Almodóvar é um mestre, isso não se discute. Por outro lado, não agrada a todos apesar de também não aborrecer. Confesso que seu estilo não me surpreende nem me emociona, o cinema de Almodóvar é maravilho quando consigo deixar minhas preferências de lado, o que é difícil. Eu gosto do cinema insano, imprevisível e surreal de David Lynch, a visão critíca de Danny Boyle e o cinema sujo e cinematográfico de Bertolucci, que conheci a poucos. Esse cinema me impressiona, me arrepia e deixa em mim caras e bocas. Por isso não sou a melhor pessoa para falar do talento de Almodóvar, que ao meu ver faz um cinema casual e singular (muito bem feito, talvez como ninguém), mas sinto falta do ar cinematográfico, das frases incompletas e do subtendido, das cenas mudas e estranhas, é tudo muito real no cinema de Almodóvar. Gosto da linha realista de cinema, mas quando se trata de cinema político, crítico em si.
Mas...Almodóvar vai além de minhas descrições. É um cineasta que até para os admiradores dispensa tentativas de montar um perfil, suas produções falam mais.
Nas pérolas abaixo, faltaram muitas como sempre. Dei preferência aos seus filmes mais importantes e alguns mais desconhecidos, tentei conhecer produções diferentes em estilo, ritmo, gênero. Ainda assim, faltaram muitos filmes! Os filmes estão em ordem dos que mais me agradaram, de cima para baixo.

Filmografia:

Volver (2006)
La Mala Educación (2004)
Hable con ella (2002)
Todo sobre mi madre (1999)
Carne Trémula (1997)
La flor de mi secreto (1975)
Kika (1993)
Tacones Lejanos (1991)
Átame! (1990)
Mujeres al borde de un ataque de nervios (1988)
La ley del deseo (1986)
Matador (1985)
¿Qué he hecho yo para merecer esto! (1984)
Entre tinieblas (1983)
Laberinto de Pasiones (1982)
Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón (1980)

Cinco pérolas
do Mr. Mestre Pedro Almodóvar:

Carne Trêmula

“Entregador de pizza que desenvolveu paixão por bela jovem se vê em apuros quando entra clandestinamente no apartamento da moça e, durante discussão, acidentalmente atira em policial, que fica paralítico. O futuro dos três e do parceiro do policial voltam a se entrelaçar mais tarde.”

Ainda não sei o motivo certo por ter gostado tanto deste filme para colocá-lo como o melhor dos que vi do cineasta. Talvez a resposta mais correta seja a maturidade de direção e roteiro. Um dos filmes de Almodóvar que foge dos padrões do cineasta em relação a naturalidade e leveza. Carne Trêmula tem uma atmosfera pesada e personagens ricos psicologicamente, um enredo entrelaçado que gira em torno de sentimentos que transbordam, os sentimentos perigosos e esgotados. Almodóvar cria uma fragilidade imprevisível em seus personagens repletos de obsessão,culpa, paixão, mágoas e solidão e os leva a conseqüências impensáveis, marcando sua obra como um retrato do adulto apaixonado, o adulto infantil e imaturo.
Uma atmosfera cinematográfica sublime, aqui sim Almodóvar faz cinema com estilo. Cenas memoráveis! Destaque para a cena de sexo entre Victor e Elena, belamente filmada e elaborada, a cena do incêndio no apartamento tendo como fundo a trilha sonora de triste sentimento, o olhar eterno de Elena para o policial pouco antes de o tiro acontecer, entre outras. Como quase todos os filmes de Almodóvar, este também teve direito a seqüência final eletrizante, onde tudo ou dá muito certo ou muito errado.
Carne Trêmula representa para Almodóvar o começo de uma ousadia fora dos padrões, como Ponto Final (com muitas semelhanças a Carne Trêmula) representa o mesmo para Woody Allen. Um cinema de primeira!

A Lei do Desejo

“Pablo Quintero (Eusebio Poncela) é um cineasta e diretor de teatro. Quando o seu amante o deixa, consola-se com António (Antonio Banderas) um jovem que está louco por ele, mas é muito ciumento e obsessivo. Ao mesmo tempo, Pablo começa a escrever o seu novo filme, inspirado na vida da irmã, Tina (Cármen Maura), que troca de sexo para manter no passado caso incestuoso com o pai.”

Cinema polêmico e delicado! Inicia-se com uma cena excepcional na história do cinema de Almodóvar: um homem cedendo a descrição de uma cena erótica e fazendo tudo que é mandando, se esfrega no espelho, contra a cama e se masturba na frente dos dois espectadores que narram a cena que depois mostra ser o final do filme do cineasta Pablo.
Almodóvar é o cineasta menos hipócrita e preconceituoso quando constrói personagens homossexuais (Almodóvar é homossexual assumido, diga-se de passagem). A Lei do Desejo é um dos vários filmes que ele expressa situações envolvendo tais personagens, mas não com a pretensão de discutir o assunto nem criticar, apesar de não perder a oportunidade de alfinetar a Igreja Católica em suas produções de tal porte.
Neste filme o cineasta cria uma atmosfera deliciosa e envolvente. Personagens interessantes e existenciais, com destaque a Tina (Cármen Maura, maravilhosa como sempre...) que é uma personagem em conflito com si mesma, mas que esbanja espontaneidade, simplicidade e traumas camuflados em sonhos. A Lei do Desejo tem ritmo quase frenético, aos poucos se revela grandioso com as articulações que Almodóvar cria na história, entrelaçando todos os personagens com detalhes magníficos (as cartas se tornam protagonistas mais uma vez, como em Má Educação). As cartas são as provas dos sentimentos mal resolvidos escritos e os sentimentos de imaturidade enviados. Tudo gira em torno novamente da paixão obsessiva, ciúmes e mentiras que ganham vida (interessante a personagem do teatro, após ter o nome assinado nas cartas, ganhar vida...uma mentira ganhando vida)!
Um filme peculiar que com uma revisão se mostra mais do que um simples drama, uma produção que fala de sentimentos regidos por leis....leis regidas por sentimentos, o paradoxo entre o bom senso e o furor das emoções. Vale citar que Almodóvar com este filme reforça a estréia de Antonio Banderas para o cinema, antecedido por Matador, também de Almodóvar.

Fale com Ela

“O enfermeiro Benigno (Javier Cámara) e o jornalista Marco (o ator argentino Darío Grandinetti) estão num hospital. Marco aguarda a recuperação de sua amada, a toureira Lydia (Rosário Flores) enquanto Benigno cuida pacientemente da bailarina Alice (Leonor Watling), que está em coma. A solidão desses homens serve de ponto de partida para Almodóvar desenvolver uma trama sensível cheia de surpresas.”

Citado como o filme mais maduro e sensível de Almodóvar, Fale com Ela é uma obra feita de símbolos e valores, que ausenta o humor e a simplicidade padrão do cineasta para retratar relações dolorosas em diversas circunstâncias. Recebeu inúmeros prêmios e consagrou de vez o cineasta espanhol como um grande cineasta, com passagem mais do que requisitada, elogiada e fotografada pelos cantos de Hollywood.
Fale com Ela é o cinema mais significativo e rico de Almodóvar. Roteiro complexo e metafórico retratando os limites dos homens, a barreira capaz de fazer chorar um homem por sentir a falta da reciprocidade do falar. Almodóvar faz o feminino ser a causa do comportamento masculino, o sofrimento e a necessidade de comunicação com as mulheres em coma é a perfeita critica ao “desvalorizar”, e valorizar quando perdido. É comovente a atmosfera sensível e silenciosa que o filme estabelece com seus personagens imprevisíveis, loucos de amor e repletos de carência verbal, de atenção. Almodóvar faz um filme que chora os sentidos da produção com uma direção excepcional, com direito à peculiares cenas em um teatro de dança com o foco feminino, a expressão muda feminina e ainda um pequeno filme preto e branco em que um homem diminuído acidentalmente passa a viver dentro da vagina de sua amada, marcando a produção com alto grau de simbolismo e sentimentalismo.
Um cinema de primeira! Confesso que o ritmo do filme poderia ter sido mais valorizado, meio cansativo e as vezes circular demais, deixando para o final um escape linear da trama. É de fato um filme que exige sintonia e dedicação, afinal não é fácil se comover e interagir com uma história de Almodóvar quando não se tem expressões nem sons femininos.


Volver

“Após sua morte, uma mãe (Maura) retorna a sua casa para resolver problemas que ficaram pendentes durante sua vida. Aos poucos seu fantasma vai lentamente se tornando um conforto para as filhas (Cruz e Dueñas), assim como para a neta (Cobo).”

Apesar de ser o quarto filme do pérolas, Volver é o filme que mais despertou em mim satisfação e boas risadas. Almodóvar volta com seu estilo cômico, leve, casual e feminino após estremecer neurônios com obras mais pesadas como Carne Trêmula, Fale Com Ela e
Má Educação.
Volver
é um palco de saias! Elenco repleto de mulheres muito bem entrosadas, com laços familiares e pendências do passado. Mulheres lidando com situações estranhas, reagindo inusitadamente utilizando apenas o poder natural que possuem: o “dar um jeito feminino”. A personagem da belíssima Penélope Cruz dando um jeito no marido morto pela filha é uma cena tão real e bizarra que deixa qualquer um admirado com a seriedade do fato, mesmo que reagindo com risadas. A personagem de Cármen Maura (um pouco velha, mas ainda excepcional) é outra que de suas maneiras dá um jeito. O ponto marcante de Volver realmente é a harmonia entre os personagens e a história entrelaçada, os diálogos simples à la donas-de-casa e o visual deslumbrante que Almodóvar dá a sua produção, vermelha e vibrante como todas as personagens da história.
Um filme delicioso que conseguiu me envolver de tal maneira que geralmente não consigo nos filmes de Almodóvar. Riquíssimo para o cinema latino!


Má Educação

“Dois meninos, Ignacio e Enrique, conhecem o amor, o cinema e o medo num colégio religioso no início dos anos 60. O padre Manolo, diretor do colégio e seu professor de literatura, é testemunha e parte dos descobrimentos. Os três personagens voltam a se encontrar outras vezes mais, ao final dos anos 70 e 80. O reencontro marcará a vida e a morte de algum deles.”

Um filme quase auto-biográfico de Almodóvar! A idéia surgiu quando o cineasta filmava A Lei do Desejo, inclusive a cena deste em que a transexual Tina entra na igreja e reencontra um suposto padre molestador inspirou a cena semelhante em Má educação, em que Ignácio faz o mesmo.
Má Educação quando esperado como um filme altamente crítico e chocante é frustração na certa. O próprio cineasta disse que não tinha pretensões em fazer um filme voltado a criticar a Igreja Católica, mas que a presença dos padres molestadores é um fato que não poderia ficar ausente (o que acaba causando a crítica só de estar presente na trama). O filme é mais uma vez o retrato de relações perturbadas entre os personagens. Um jogo de interesses intenso, impiedade humana e fragilidades pessoais moldam a trama.
É interessante o quebra-cabeças ora montado ora bagunçado que Almodóvar cria propositalmente, dando um glamour técnico e original a obra. Mas realmente não há muita grandiosidade na obra além das situações entrelaçadas e os personagens mais imprevisíveis, interpretações, trilha sonora e montagem também se destacam.
O que mais me incomodou na obra foi a falta de cinema! Enquadramentos sem graça, cenas filmadas sem estilo e pouco aproveitadas. É extremamente vazia a cena da piscina, onde a câmera focaliza a bunda do personagem de Gael Garcia Bernal de maneira crua, amadora.
Um cinema almadovariano que pode ser deixado para trás a principio. Principalmente para os que ainda não conhecem o cineasta, apesar de ser uma história bem contada e até certo ponto original.

27 comentários:

Wally - Cine Vita disse...

É um verdadeiro Mr. Mestre mesmo, porém, vi pouquíssimos, muito pouco mesmo, filmes dele. Apenas 2 na verdade, mas adorei ambos. Volver e Má Educação são dois marcantes filmes que me envolveram profundamente. Obras de arte magníficas. Pegarei outros dele para ver, e darei preferência aos que você destacou.

Parabéns pelo artigo!

Ciao!

Ronald disse...

Considero um bom diretor, mas não entra nem numa lista de 100 diretores pra mim...
Na verdade, admiro mesmo só 2 filmes dele: Tudo Sobre Minha Mãe e Fale com Ela... o resto, são bons e regulares filmes...

Quanto a sugestão do próximo Mr. Mestre, daqueles que vc citou eu voto no Lucio Fulci, pra esse povo começar a comenhecer a obra desse grande genio do cinema de horror italiano!

Wiliam Domingos disse...

Ronald...
valeu pela enfâse no cara que vc citou!
Mas quando disse aceito sugestões...são sugestões a mais, fora dos que já citei!
Em breve vou montar uma forma de votação única, definindo todos os cineastas do Mr. Mestre pro ano que vem...
por isso estou colhendo nomes!
xD
vlw!

Victor Nassar disse...

Almodovar é um dos grandes cineastas do mundo sim!!!
Consegue retratar sentimentos(especialmente pelo lado feminino) como ninguém!
"Fale com Ela" é o melhor filme dele pra mim, sempre consta na minha lista de recomendações!!! hehe..É um filme incrivelmente sutil, mesmo que seja totalmente explícito em determinadas horas. É um filme completo!


Abs cara!!

Alex Gonçalves disse...

Que bela homenagem ao diretor. Só confesso que não li tudo por que estou com pouco tempo. Will, se o senhor ainda não viu, tente correr atrás de "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos", uma ótima comédia (e o melhor filme de Almodóvar) que consagrou o cineasta espanhol mundialmente.

Rogerio Scheidemantel disse...

Bacana a homenagem, parabens. Dos Top 5 soh vi os tres ultimos dele, e pra mim Fale com Ela é o melhor, apesar de que "Má Educação" é corajoso demais na retrataçao do relacionamento gay e "Volver" vai fundo no âmago feminino e eh um belo "retorno" de Almodovar ao universo das mulheres; entao pareo duro.
Fiquei curioso com Carne Tremula, tenho que conferir esse filme.
Abs!

Felipe Nobrega disse...

Taí um cara que vem amadurecendo a cada trabalho e se desvencilhando pouco a pouco da estética kitshie que já dava sinais de cansaço (como ele muito bem percebeu...). Seu clássico para mim: Fale com Ela, seguindo de Volver e Carne Trêmula.

Vinicius disse...

Esse é um cineasta no qual tenho d me aplicar mais!

Ramon Scheidemantel disse...

William, seu blog também é muito legal!
Ainda não essas resenhas sobre o Almodóvar, mas vou tirar um tempo pra isso. Quando o fizer, deixarei um comentário.
Adicionei seu blog no Cinema em Casa!

Abraço!

Kamila disse...

Pedro Almodovar é um verdadeiro mestre. Acho que um cineasta que tem uma obra vasta e bem diferente. Gosto muito de seus filmes e dos que você citou os meus favoritos são "Carne Trêmula" e "Volver". Não sou grande fã de "Má Educação".

Vulgo Dudu disse...

Acho que o Almodovar consegue captar com perfeição a essência da arte ibérica, com seus extremos de cor e sentimentalismo. A genialidade está em tornar esse caldeirão palatável a todo o mundo.

Eu gosto mais da fase inicial dele, como em "Maus hábitos" e "Kika". Porém, "Fale com ela" é um dos filmes mais bonitos que eu já tive a oportunidade de ver. Uma obra-prima.

Por que você não faz um Mr. Mestre com um representante de cada país? No caso do Brasil, que tal Nelson Pereira dos Santos?

Abs.

Debora Hegedus disse...

Adoro Almodovar! Assisti quase tudo dele. Apesar de ele se repetir um pouco a visão que ele tem do ser humano é impar e adoro.
Você assistiu o recente O segredo das palavras em que ele participa da produção apesar de serem atores americanos? é muito bom tb e dá pra ver o dedinho dele lá!
Já pensou em fazer um resumão do diretor Kryztov Kyezlowzki (ta errado o nome mas dá pra entender ne? rsrs) meu diretor preferido e genial! abraço e obrigada pela visitinha!

Atila Francis disse...

oie, meu querido Wiliam,
parabéns pelo belo trabalho sobre o cineasta espanhol Pedro Almodovar
Eu, particularmente, sou muito fã dos seus filmes, já vi quase todos. Sua lista está fantástica, vc apresentou a sinopse e comentários das melhores... Parabéns pela primorosa descrição e pelo requinte da objetividade...
Quero q saiba q sou muito seu fã e torço muito por vc... Te adoro mesmo... Gosto demais do q escreve e do trabalho cinematográfico q vc se propôs a fazer...
Nota dez por esse post...
Se cuida... saudades
abração... bjusss
\o/

Atila Francis disse...

as minhas sugestões para os próximos, como vc disse q pretende falar dos mestres antigos... vou sugerir alguns q são verdadeiros ícones da história da sétima arte:
DAVID LEAN - cineasta inglês da maior importância, realizador de obras monumentais q ficarão para sempre na história, como DOUTOR JIVAGO (1965), A PONTE DO RIO KWAI (1957), LAWRENCE DA ARÁBIA (1962), A FILHA DE RYAN (1970), etc; FRITZ LANG - cineasta alemão q foi conquistado por Hollywood e realizou verdadeiros clássicos, como OS NIBELUNGOS (1924), METRÓPOLIS (1927), M - O VAMPIRO DE DUSSELDORF (1931), entre outros; SERGUEI EISENSTEIN, um dos maiores e mais importantes do cinema russo, deixou pérolas como O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925), IVAN - O TERRÍVEL (1944), OUTUBRO (1927), ALEXANDRE NEVSKY (1938), e muitos outros...

Taí as minhas três sugestões de diretores: DAVID LEAN, FRITZ LANG e SERGUEI EISENSTEIN...
bjuxxXxx... abração

Otavio Almeida disse...

Não gosto do Almodóvar. Gosto muito de FALE COM ELA. Mas não tenho muita paciência com os outros filmes dele.

Abs!

Luciano Lima disse...

Acho Almodovar um ótimo contador de histórias realistas, ele tem o dom de esticar uma trama de dar rumos inimagináveis, mas ainda assim extremamente possíveis, isso me atrai bastante no cinema dele. Gosto muito de Fale Com Ela, Carne Trêmula, Volver e Tudo Sobre Minha Mãe. Acho Má Educação apenas um bom filme, uma idéia boa que se perde em algum ponto.

Quanto ao seu texto: Parabens! ^^

Andressa Cangussú disse...

Assisti pouco do Almodovar...
Os filmes que vi não me chamaram muito a atenção, estou longe de ser uma fã do trabalho do diretor, mas de fato mostram um estilo de direção bem autêntico!

Espero ter contato com mais trabalhos do Almodovar! Sempre me cobro isso.

Otimo post!
Abraços will!

Matheus Pannebecker disse...

Will, obrigado pelos comentários lá no blog. Adorei o seu também! Vou participar mais da comunidade dos blogueiros cinéfilos então. :)
E quanto a Damien Rice... ele é meu cantor favorito, com uma profundidade musical única.

Gosto bastante do Almodóvar, meu diretor estrangeiro favorito. De seus filmes vi Má Educação (que detestei), Tudo Sobre Minha Mãe, Fale Com Ela e Volver.
Pra mim, sua obra-prima é Hable Con Ella.

Romeika disse...

Oi William, esse post ficou excelente, agradável de ler e bem completo. Eu sou suspeita pra falar pq gosto muito do cinema do Almodóvar, acho que não tem ninguém como ele no cinema contemporâneo, suas obras sem dúvida enriqueceram e muito o cinema latino como a sétima arte no geral.

Ainda não vi seus filmes mais antigos, comecei com os mais recentes, do fim da década de 90 até agora, e desses os meus favoritos são "Fale com Ela", Tudo Sobre a Minha Mãe" e "Volver". É incrível como vermelho é a marca registrada na lente do diretor. Gostei da escolha das fotos.

Rafael Carvalho disse...

Almodóvar realmente é um mestre, que só passei a conhecer há pouco tempo e me agradou muito. Carne Trêmula é o filme dele que mais gosto. Desses aí só não vi A Lei do Desejo. Ele é um autor pois consegue imprimir em seus trabalhos toda uma carga pessoal e peculiar. Chega a ser fácil identificar um filme dele. E o mais interessante é perceber o quanto ele tem evoluido como cineasta. Bons textos, meu caro.

filomeno2006 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Emiliano disse...

Como meu amigo Robinson Catunda diz, o último filme de Almóvar foi 'Tudo sobre minha mãe'. O resto é repetição e plágio de si mesmo e de outros (por exemplo, em 'Hable con ella', ele plagia a estrutura fílmica de Guillermo Iñaritu - em 'Amores pierros', excelente diretor que também se degenerou ao fazer, em 'Babel', um remake melhor dirigido de 'Crash'). O mais vergonhoso, sem dúvida, é o elogio da tourada e, em conseqüência, da monarquia e do ultra-reacionário nacional-catolicismo espanhol (franquismo).

Anônimo disse...

Emiliano confunde el culo con las cuatro témporas.....¿Qué tiene que ver la España de Orden y Prosperidad del General Franco con la "tourada"? El Caudillo era Gallego, y por tanto, poco o nada taurino........Que lo sepas........!

Anônimo disse...

Dick Turpin, 1974, film espanhol sobre gatuno inglés (com Pedro Almodovar)

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